Treza@blogs.ao @ 13:57

Sex, 17/09/10


 



 



 


A exposição em Lisboa não faz justiça à publicidade. As luzes, demasiado fortes potenciavam o reflexo da parede oposta. A galeria em si, para expor pintura ou fotografia, deixa muito a desejar. É um local pitoresco e acolhedor, mas para expor outro tipo de arte. Para além do espaço de observação de uma imagem nunca ser mais de cerca de metro e meio de distância, grande parte das mesmas têm apenas alguns centímetros, sendo impossível um ângulo em que não vejamos a nossa própria cara, ou a de alguém a tentar o mesmo, ou, nos locais mais espaçosos, os quadros das paredes opostas. A gota de água foi a sala onde decorria em loop o documentário de Sérgio Guerra, que se apresentava com um televisor caseiro de ecrã virado para uma marquise cheia de luz... exacto, mal se conseguia ver a imagem...


 


Mas a Galeria Perve conseguiu ir ainda mais longe: andavam homens a fazer reparações no espaço, indo com frequência ao recanto formado pelas escadas (que se desciam para ver o documentário), tendo sido o momento em que ficaram ali, mesmo ao lado da televisão a conversar ante o pasmo (e o silêncio!) de quem tentava (em vão) ouvir o mesmo e se perguntava que raio estariam aqueles dois a fazer ali. No fim, o responsável não se mostrou receptivo às observações, chegando à rudeza de simplesmente virar costas. Ficou esclarecido: Um grande fotógrafo e uma grande obra, que mereciam uma galeria a sério para mostrar este trabalho...



Oppositorum @ 15:20

Sab, 18/09/10

 

O ressabiamento é coisa feia, sempre ouvi dizer. E quem escreveu este artigo é, concerteza, pessoa com recalcamento. Só assim se compreende que, em vez de procurar perceber os méritos de quem organizou a exposição, sem apoios financeiros de ninguém, procure denegrir o que, com esforço, se conseguiu montar numa galeria (que não é estatal) em Alfama. Se procurasse ir além da pequenez de espírito, veria nesta exposição algo único e extraordinário, como aliás foi a opinião de 99,9% dos visitantes - excepto a sua que, com altivez de quem se julga dona do mundo, queria causar escândalo. A posição de quem lhe virou as costas revelou-se não apenas acertada, como bem mais educada do que a sua que, aos gritos, procurava achincalhar a galeria. A Perve Galeria deu o que tinha para que se realizásse a exposição, mais não se lhe pode pedir. Já a si, que não deu nada, se pode pedir que faça mais e melhor. Se acha que é capaz, mostre-o, faça. Claro que, provavelmente, este comentário será censurado. Ainda assim, fica o recado.

Leitor atento e espectador (testemunha) do episódio lamentável.

Tudo começou no dia em que ouvi pela primeira vez a palavra Mwangolé. Desde então tenho descoberto coisas surpreendentes que partilho aqui. (Imagem do cabeçalho: Alberto Afonso)
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Oppositorium . Não sei o que é. Não fui pesquisar ...
Vim aqui parar sem saber bem como... mas parece-me...
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