Treza@blogs.ao @ 12:08

Sex, 20/05/11

I. O PAÍS DOS FRUTOS

O País dos Frutos é um país alto, atravessado por rios imensos e límpidos de
luz e pelos caminhos imprevisíveis dos pássaros. Nesse país, os frutos
crescem na direcção do chão que é a direcção certa de crescer. No País dos
Frutos há cor, sabor, frescura e o tilintar da música que há nas sílabas do
nome de todos os frutos. Quando se diz o nome de um fruto é como se o vento
fizesse baloiçar as sonoridades delicadas daqueles jogos de canas que se
penduram nas árvores ou nas varandas das casas. Por isso se diz que neste
país os frutos têm música dentro do nome e luz e cor. E o nome dos frutos
escreve-se com as mesmas letras da alegria, da frescura e da liberdade.




Treza@blogs.ao @ 14:44

Sex, 08/04/11

Desde ontem que chovem comentários de SAPM nos Blogs do SAPO Cabo Verde<http://blogs.sapo.cv/> e SAPO Moçambique<http://blogs.sapo.mz/>. Logicamente o "comentador" está-se nas tintas para os conteúdos que comenta, já que os comentários não têm qualquer conteúdo: "Legal", "Interessante", "Lindo" e por aí fora, seja num artigo sobre desporto, seja poesia...
Isto é abuso! Já apaguei mais de dez comentários nos blogs em que participo e pelos mails já tenho outros tantos para "tratar".
O que me chateia nisto é andarem uns a pesquisar, recolher, pensar e trabalhar ideias, conteúdos que produzem ou encontram e divulgam, para andarem uns quantos chicos-espertos a disseminar links pelos blogs alheios e assim procurar subir o rating da sua página nos motores de busca, não só pela quantidade de links que ficam espalhados a contabilizar ligações para lá, mas também pelos cliques dos leitores de cada blog que vão ver quem deixou o comentário.
O que estas pessoas não sabem, é que em vez de conquistarem audiência, que é o que de facto conduz ao sucesso do projecto, só estão a espalhar a sua própria limitação: Não saberem que é a qualidade dos conteúdos e acessibilidade da página que conquistam audiências e não as batotas para (tentar) manipular.
E pronto, tinha de desabafar a minha opinião, o que acontece por inspiração da "maria" que não sei quem seja, mas com a qual estou solidária na revolta contra esta forma de abuso.




Treza@blogs.ao @ 15:34

Qui, 17/02/11


 


De tão poucas vezes vir aqui, pensei não estar na página de entrada quando entrei directamente ao post anterior, sobre a exposição de fotografia de Sérgio Guerra, Hereros.


 


Foi o último post antes do derradeitro abandono ao silêncio. Mas tal como no Morabeza e no Maning Nice, custa-me que fique assim enquanto vou perguntando se não havia mesmo hipótese de o blog se tornar comunitário onde várias pessoas o fossem regando.


 


Alguém?


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Treza@blogs.ao @ 13:57

Sex, 17/09/10


 



 



 


A exposição em Lisboa não faz justiça à publicidade. As luzes, demasiado fortes potenciavam o reflexo da parede oposta. A galeria em si, para expor pintura ou fotografia, deixa muito a desejar. É um local pitoresco e acolhedor, mas para expor outro tipo de arte. Para além do espaço de observação de uma imagem nunca ser mais de cerca de metro e meio de distância, grande parte das mesmas têm apenas alguns centímetros, sendo impossível um ângulo em que não vejamos a nossa própria cara, ou a de alguém a tentar o mesmo, ou, nos locais mais espaçosos, os quadros das paredes opostas. A gota de água foi a sala onde decorria em loop o documentário de Sérgio Guerra, que se apresentava com um televisor caseiro de ecrã virado para uma marquise cheia de luz... exacto, mal se conseguia ver a imagem...


 


Mas a Galeria Perve conseguiu ir ainda mais longe: andavam homens a fazer reparações no espaço, indo com frequência ao recanto formado pelas escadas (que se desciam para ver o documentário), tendo sido o momento em que ficaram ali, mesmo ao lado da televisão a conversar ante o pasmo (e o silêncio!) de quem tentava (em vão) ouvir o mesmo e se perguntava que raio estariam aqueles dois a fazer ali. No fim, o responsável não se mostrou receptivo às observações, chegando à rudeza de simplesmente virar costas. Ficou esclarecido: Um grande fotógrafo e uma grande obra, que mereciam uma galeria a sério para mostrar este trabalho...



Tudo começou no dia em que ouvi pela primeira vez a palavra Mwangolé. Desde então tenho descoberto coisas surpreendentes que partilho aqui. (Imagem do cabeçalho: Alberto Afonso)
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